O IPCA de maio veio dentro do esperado na cabeça, mas com composição que incomoda: serviços aceleraram enquanto alimentos desaceleraram. Mesas de estratégia já recalibram o segundo semestre.
Camila Duarte conversou com economistas de duas consultorias e um fundo de pensão. Todos citaram inércia em preços de educação e planos de saúde como fator persistente.
A projeção mediana para inflação cheia em 2026 caiu de 4,8% para 4,6% em uma semana — ajuste fino, não virada. O mercado de juros futuros reagiu pouco.
Para o consumidor em São Paulo e Belo Horizonte, a sensação ainda é de supermercado caro. Pesquisas de intenção mostram troca de marca e redução de volume.
Importante separar dado de narrativa: uma leitura abaixo do teto não significa vitória automática na política monetária. O Copom sinalizou paciência em ata recente.
Empresários de médio porte dizem que reajustam contratos trimestralmente, não mais anuais — mudança de comportamento que estatísticas demoram a captar.
Nossa planilha de estimativas será atualizada quando sair o próximo Preview do Boletim Focus.
O que observar nos próximos meses
Indicadores de curto prazo podem oscilar. O importante é distinguir revisão de rota de correção pontual. Nossa redação seguirá acompanhando releases oficiais e falas de autoridades.
Para acompanhar
Salve esta página ou assine nosso feed RSS (em breve). Enquanto isso, confira as matérias relacionadas abaixo.